Eunice Nazário
escultora eunice nazário

Biografia da ArtistaEunice Nazário

Nascida em Visconde do Rio Branco/MG em 1942, criada em Volta Redonda/RJ, cidade onde casou e constituiu família. Artista Plástica, escultora. Suas obras se caracterizam pela preocupação com as questões sociais, em especial com as desigualdades de oportunidades, de tratamento, com a discriminação de um modo geral. Sua especificidade é o povo negro e os nativos, sempre está presente nos espaços de debate e discussão sobre tais temas.

Seu trabalho se desenvolveu a partir de um perfil autodidata e de muita pesquisa e persistência, refletindo sua reflexão subjetiva e social.

Como artista procura transmitir através de suas obras suas preocupações sociais e provocar inquietações e questionamentos. Pretende assim contribuir para a reflexão de que mudanças positivas são possíveis, um mundo melhor e mais igualitário, sem distinção de cor, credo, gênero é possível.
Admira máscaras, principalmente africanas e indígenas, que expressem conteúdo profundo, desta forma a subjetividade e a intuição são traços marcantes de sua produção. Os materiais utilizados são: terracota, cerâmica (fria e quente), papel machê, colagem.

Três exposições que marcaram sua vida profissional foram; primeiro no Instituto de Cultura Técnica de Volta Redonda, no final dos anos 80 com o tema “África”. Este evento foi marco na sua vida de artista, pois ampliou o conhecimento sobre suas obras para o público e mostrou para a própria que ela tinha um dom.

A segunda foi no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM), na década de 90 sobre os 300 anos de Zumbi. A artista participou com três pecas que tinham como inspiração o tema liberdade.

A terceira foi na Casa de Cultura Tancredo Neves em Vassouras/RJ, quando expôs sete peças retratando o povo brasileiro, suas origens e lutas.
Eunice Nazário não só participa de espaços de arte como também não abre mão de estar presente em seminários, encontros e debates promovidos por movimentos sociais principalmente relativos aos povos indígenas, às mulheres, crianças e adolescentes e aos negros, é desta forma que mantém viva sua indignação que é também sua inspiração para que o público “ao olhar as peças se sensibilizem e se interroguem sobre a vida...”.

 

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